sábado, 29 de maio de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
Houve um dia em que eu acordei sem uma parte.
Embora eu tenha sido avisada, eu não pude crer.
Há muitas coisas das quais o meu coração não se lembra e mais ainda das quais não sabe, não compreende. Durante milhões de anos em que ele existiu, foram poucas as coisas que soube com certeza: uma delas, assim como todas as outras, não reflete nada do que sou ou fui nas milhões de vidas em que o senti bater entre o meu peito e minha garganta como agora, mas, sim, a vida de tudo e todos que a ele foi permitido sentir. Milhões de anos foram o suficiente para que meu coração me fizesse crer, mesmo depois de eu ter sido avisada, que a minha vida nunca seria só minha, pois ela nunca sobreviveria sem todas as minhas outras partes. Assim, sem hesitar, eu não pude crer - não só por ser doloroso, mas, também, por ver minha vida sobreviver e a parte que me faltava, faltar apenas fisicamente, visualmente, isenta de qualquer razão.
Houve um dia em que eu acordei sem muitas partes. Desde então soube que eu podia sentir o que não podia ver.
Embora eu tenha sido avisada, eu não pude crer.
Há muitas coisas das quais o meu coração não se lembra e mais ainda das quais não sabe, não compreende. Durante milhões de anos em que ele existiu, foram poucas as coisas que soube com certeza: uma delas, assim como todas as outras, não reflete nada do que sou ou fui nas milhões de vidas em que o senti bater entre o meu peito e minha garganta como agora, mas, sim, a vida de tudo e todos que a ele foi permitido sentir. Milhões de anos foram o suficiente para que meu coração me fizesse crer, mesmo depois de eu ter sido avisada, que a minha vida nunca seria só minha, pois ela nunca sobreviveria sem todas as minhas outras partes. Assim, sem hesitar, eu não pude crer - não só por ser doloroso, mas, também, por ver minha vida sobreviver e a parte que me faltava, faltar apenas fisicamente, visualmente, isenta de qualquer razão.
Houve um dia em que eu acordei sem muitas partes. Desde então soube que eu podia sentir o que não podia ver.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Eu pude ver o brilho dos olhos dela, reagindo, sorrindo em resposta às palavras ditas pelos meus, inquietamente, silenciosamente, pois diziam a verdade sem exigir questionamento.
Ela nunca soube.
Ela nunca soube ler.
Aos meus olhos, porém, soube dizer.
A verdade inquestionável é que eu a amo.
Eu a amo, incansavelmente.
Ela nunca soube.
Ela nunca soube ler.
Aos meus olhos, porém, soube dizer.
A verdade inquestionável é que eu a amo.
Eu a amo, incansavelmente.
domingo, 8 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
As mesmas folhas voam, agora, diante da minha janela; o mesmo vento de ar pesado e quente, como brasa incidente do fogo que há no céu desta mesma tarde que, em outros tempos, sopravam aos meus ouvidos dúvidas que hoje não devo contestar.
Tudo percemaneceu no lugar, mas meus olhos, talvez por tempo demais, mudaram de foco. Só agora pude notar que a transição só existe em mim; o mundo, sutilmente, não me espera - só me resta notar por quais motivos ainda espero por ele, enquanto, lentamente, ele me leva de você.
Tudo percemaneceu no lugar, mas meus olhos, talvez por tempo demais, mudaram de foco. Só agora pude notar que a transição só existe em mim; o mundo, sutilmente, não me espera - só me resta notar por quais motivos ainda espero por ele, enquanto, lentamente, ele me leva de você.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
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